 A NOITE DO MEU BEM
Pe. Valter Mauricio Goedert Faz muito tempo que estou preparando intensivamente a noite do meu Bem. Estou pondo em ordem compromissos atrasados problemas velhas mazelas. Quero me sentir novo para a noite do meu Bem. A casa está preparada com luzes, cordões dourados, árvores brilhantes, presépio. A cidade, agitada, também se veste de luzes, cores, canta, faz festa, esperando a noite do meu bem. Com o encerramento das aulas, crianças, adolescentes, jovens, anciãos, pobres e ricos, caminham apressadamente pelas praças e ruas, invadem lojas. Afinal, grande noite se aproxima: a noite do meu Bem. Ao calor da natureza se junta o calor humano de pessoas sorridentes, que se preocupam, com os mais pobres, e os acompanham na noite do meu Bem. Nas avenidas, cordões de luzes anunciam algo novo. Do alto dos edifícios, estrelas brilhantes iluminam a noite do meu Bem. Nas igrejas, os presépios são montados com bolas de ouro, velas ovelhas, pastores, Maria e José. Até a manjedoura lá está. Tudo está pronto: na noite do Natal chegará enfim o meu Bem! Quando ele chegar, quero sair ao seu encontro estender-lhe a mão, conduzi-lo para dentro de minha casa, para dentro do meu coração. Quero dizer-lhe: Bem-vindo! Sinta-se em casa. Aliás, ela sempre foi sua. Desejo ouvir sua palavra deixar o coração arder como os discípulos de Emaús. Quem sabe ele me convidará para sentar-se à sua mesa. Tomará o pão, partirá e mo entregará. Meus olhos não resistirão à luz. Reconhecerei Jesus, toma-lo-ei pela mão, abrirei meu coração, qual manjedoura de Belém. Nessa noite, como sempre, serei todo do meu Bem. Jesus Cristo! Meu Bem! Meu Salvador! Meu tudo! Meu céu! Meu Deus! Vem! Pe. Valter Mauricio Goedert, do livro Sonhos |