O cachorrinho de poliéster
(rima difícil, essa em éster)
está olhando para o feno
onde um bebê, o Nazareno,
ora descansa o popozinho
como na fofura do ninho
uma ave ensaia de nascer
e a esperança paira em ser.
O cachorrinho desde já,
em Visconde de Pirajá,
25, no oitavo piso,
ensina, em seu latir conciso,
que mesmo assim comercial
é sempre novo o bom Natal,
e que nós dois, seja o que for,
sempre nascemos pelo amor.