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03.07 - Até as mães precisam ser
felizes
Fátima Dannemann
Não, eu falar sobre AIDS, HIV não
é novidade. Crônica, poesia, matérias em jornal, estudo,
homenagens a Cazuza, Renato Russo. Quantas vezes já falei
sobre isso? Com que fúria já respondi a pessoas que falaram de
maneira preconceituosa sobre a doença e os portadores desse
vírus, a maldição de nossos tempos? E nunca será demais. Vou
estar sempre lembrando que não só as mães poderão ser felizes,
mas todos os filhos e filhas e netos, enfim...
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08.06 - Quando estudar vira
sinônimo de pesadelo
Fátima Danemann
Era uma vez um país cheio de
analfabetos que exibia suas bestas em horário nobre no
noticiário ou em shows e que nas horas vagas criava leis
determinando cotas para negros e pobres nas universidades.
Enquanto os súditos perguntavam-se como o rei, ele próprio nunca
diplomado, se preocupava com vagas na universidade se a maioria
da população do país mal sabia assinar o nome, outros riam da
boba alegre que fingia cantar em idioma estrangeiro. E já
que ser analfabeto dava ibope, poder e prestígio, o loirinho
classe média da novela das oito largou emprego, estudos, enrolou
os pais e foi ser surfista. E no final, todos ficaram frustrados
para sempre.
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25.05 - A maior verdade
Fatima Dannemann
Uma coisa sempre me
impressiona quando viajo ao interior: os laços de amizade entre
as pessoas que me parecem mais profundos. Se alguém vai dar uma
festa, toda a mulherada da
vizinhança vai ajudar a preparar os “comes e bebes”, se
alguém morre, todos os vizinhos estão ali prontos para
dar apoio. E quando alguém precisa, todo mundo se junta
e ajuda.
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12.05 - Jornalismo sério nunca
será careta
Fatima Dannemann
Eis que assistindo uma novela, uma afirmação de um
personagem me fez arrepiar dos pés a cabeça de susto e
indignação. Na cena de uma reunião, um jornalista
refere-se a outro, indicado para um cargo de confiança
como “um cara careta, cheio de princípios retrógrados
como ouvir mais de uma fonte, sempre buscar a verdade e
ser imparcial”. Tremi nas bases. Não sabia que tudo pelo
que lutei a minha vida inteira, a verdade, fosse careta.
Sim, sei que muitas vezes fiquei de castigo, fui punida
em escola, trabalho, por ser verdadeira, sincera, por
falar a verdade e assumir meus erros, enquanto pessoas
que mentiam eram até recompensadas com boas notas ou
promoções. Sou daquelas que seriedade e verdade são,
sim, princípios ousados por que exigem muito mais
trabalho e mais coragem.
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04.05 - Como bonequinhos de
plástico
Fatima Dannemann
Há certas horas em que tudo fica cansativo. Claro. Vamos
esbarrando em impecilhos, em dificuldades e até em pessoas que
não têm a menor vontade de interagir com ninguém. Especialmente
se for para colaborar. Egoísmo e estrelismo misturados. E o
somatório disso tudo é a mesmice da vida. São as mesmas
estórias, os mesmos fatos, as mesmas conseqüências.
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23.04 - A turma do Mané Preto
Luiz Alberto
Machado
Gente, eu já ouvi de tudo mas
essa banda é a maior tronchura. Juro! Eles são tanto hors
concours, sui generis e mais superlativos exagerados que deixam
a idéia tanto para infortúnios como para fenômenos
inexplicáveis. Isso mesmo. Essa, afinal, a atitude assumida por
eles. E começa pelo nome: o primeiro de batismo foi “Zumbido
da porra”, mas logo mudaram porque os integrantes não
acharam a menor graça.
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19.04 -
Reclames do plin-plin,
beldades e outras ilusões
Fátima Dannemann
O pau está quebrando no
Iraque, você sabia disso? Pois é. Povo, sunitas, xiitas,
fundamentalistas resolveram tomar conta de seu país, reclamam
soberania e ameaçam matar inocentes civis caso as tropas
estrangeiras, lideradas pelos americanos com Bush em ritmo de
reeleição, não se retirem do país. Alguém sabia disso?
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