A
REELEIÇÃO DO BUSHIT
Luiz Alberto Machado
Não é escassez de assunto
aqui no Brasil, não. Não é isso, é questão de
prioridade. Claro, em primeiro lugar o brasileiro é
um Fabo (leia-se: fabricante de bosta) por
excelência e age ininterruptamente fazendo das suas.
Quer dizer: merda a granel. Tanto que está em plena
vigência o Fecamepa (leia-se: Festival de Cagada
Melando o País, um dos filhos bastardos e o mais
rejeitado do memorável Febeapá). E isso desde a
chegada dos portugueses na terrinha, porque
brasileiro perde raiz mas não consegue se libertar
do passado. Por isso, a zona de sempre para nossa
tristeza disfarçada na maior alegria. Vamos nessa.
Em segundo lugar, claro, trata-se de um hors concurs
que vai pro Guiness Book: costuma dar sua excretada
matinal com cada tolote aprumado tostando o
oiti-goroba - só aliviado pelo gozo da micção -, a
ponto de deixar o planeta todo na maior meleca. Isso
mesmo. Ou como se diz aqui: quando pensa, peida;
quando fala, caga.
Basta repassar uma piada velha: cavalo já foi
senador em Roma e ministro na Argentina. Agora: um
jumento batizado - verdadeira besta quadrada - é
presidente nos Estados Unidos da América do Norte. E
o pior: um jegue que, contrariando todos os
convencionados limites do cúmulo: fala, gesticula,
anda em linha reta, dissimula, ri e, de vez em
quando, dá uma de sabido: não se esqueçam que ele
não ganhou, mas levou. E que tem por base ideológica
o que muito profissional político brasileiro plagia
descaradamente: os bons amigos de ontem são os
velhos inimigos de hoje. Ou seja: militância só
serve para eleger; governar é dividir o prato com o
adversário. Com isso, fica certo que os aliados de
hoje serão os algozes de amanhã. Mas vamos ao que
interessa.
Pois bem, o Bushit é um daqueles sujeitos que diante
de um velório onde o de cujus é, naquela hora, o
centro das atenções, logo morre de inveja a ponto de
querer tomar o lugar no sepultamento. Prova disso
foi convocar todo estafe cobrando a criação de um
supositório. Sim, isso mesmo, e com um detalhe: que
chegue a ter a capacidade destruidora de mil bombas
atômicas juntas. Será o capeta injuriado? Destá.
O curioso é que quem usaria tal supositório era ele
mesmo, isso usando do expediente da chantagem em
cadeia mundial, acaso ele não consiga se reeleger.
Vôte! É isso mesmo, pasmem. E a ameaça, daquelas
mais alarmantes mesmo, não vai deixar ninguém pegar
no sono mais: é que ele quer que baste dá só um
toque no bucho e tei bei, a maior bosteira feita.
Daí pode se dizer que: era uma vez a humanidade. Um
despropósito, num é não? Prova que acima de tudo
ainda se repete, porque isso ele já faz desde que
assumiu a Casa Branca, parecendo mais que o cara
toma sempre a iniciativa de jogar tudo num
ventilador: bosta no maior efeito em cadeia. É como
se cagando lá chegasse a esborrar por todos os
quadrantes do hemisfério, alcançando todo planeta o
seu meladeiro.
Fico comigo imaginando como um sujeitinho daqueles e
sozinho consegue fabricar tanta fedentina duma só
vez.
Aí me certifico que o cara deve ter uma pança das
mais embrulhadas, uma tripa gaiteira ineivada e as
pregas do caneco como elástico, compensando a
completa ausência de senso, coerência e raciocínio.
Só sendo, né?
Mas se o negócio está pior, vai piorar. Acontece que
a urgência urgentíssima da criação do tal
supositório ainda não deu de vingar, razão pela qual
o cabeça-de-fósforo já preparou outro ardil muito
mais troncho: se não aprontarem do jeito que ele
quer, vai arrumar um jeito de colocar o botão
vermelho da batcaverna de toda artilharia de mísseis
e afins direcionada para si próprio e, para não
haver a menor possibilidade de dúvida, vai se
enganchar nuns tomarróquis fuderosos, amarrado ao
próprio corpo por um infinito número de cabos de aço
com dinamites e granadas de letalidade real. Aí,
meu! Gostei dessa! Vai ser uma porqueirada toda,
tacos de excrementos para todo lado! U-hu!
Bem, o mentecapto pensa que, acionando isso tudo,
ele ainda vai sair vivinho da silva para ser
reeleito presidente dos USA. Pode? E ainda tem gente
que vota num sujeito desses. Bié, bié, glup,glup!