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Tuberculose – Um mini retrato Parte II
Cissa de Oliveira
Co-infecção Tuberculose e AIDS
A infecção pelo HIV, a qual deprime o Sistema Imunológico do homem, é fator de risco para a doença tuberculose. Seja por reativação de bacilos (M. tuberculosis) quiescentes no interior de granulomas gerados em função de infecção antiga, ou pela ocorrência de infecções recentes por esse bacilo. Várias linhas de evidências epidemiológicas sustentam a hipótese de que a epidemia do HIV é uma importante causa básica da ressurgência da tuberculose em diversos países. Esse fato tem sido amplamente discutido, mas apenas reconhecer e discutir tal ocorrência não leva exatamente ao controle da tuberculose e tampouco de co-infecção tão importante, epidemiologicamente falando. Providências como isolamento do doente e correto tratamento devem ser constantes, sob o risco de novas transmissões. Estudo de 1996, demonstrou que a cada ano, 8 milhões de pessoas são infectadas pelo bacilo da tuberculose em todo o mundo, e os co-infectados pelo bacilo e pelo HIV, têm 25 mais chances de desenvolver doença potencialmente fatal. Cepas resistentes de micobactérias estão surgindo porque não se adotam medidas para assegurar o cumprimento total e regular do tratamento por parte dos doentes. Existem indícios de que 5% a 10% dos co-infectados pelo M. tuberculosis e pelo HIV desenvolvem tuberculose a cada ano, enquanto que o mesmo ocorre em apenas 0,2% dos infectados apenas pelo M. tuberculosis. Deve ser levado em consideração, também, que além de facilitar a morbidade, a infecção pelo HIV causa problemas de diagnóstico, de toxicidade e aumenta o risco de resistência bacteriana primária. No caso do diagnóstico, a radiografia do tórax pode aparecer normal, e o exame de baciloscopia (teste direto do escarro) aparecer como negativo. O tratamento é afetado pelo HIV, pois o tempo da quimioterapia deve ser maior, com conseqüente aumento dos riscos de toxicidade (agressão medicamentosa ao paciente). Devido o paciente HIV positivo apresentar rápida progressão para a doença tuberculose (seu estado imunológico comprometido diminui o período entre a infecção e o adoecimento), tem ocorrido o aumento da resistência bacteriana primária às drogas utilizadas no controle da tuberculose.
Alguns ambientes são mais condutivos para a transmissão da infecção pelo ar, como por exemplo, locais mal ventilados ou que apresentam grande número de pessoas, tais como hospitais, presídios e repartições públicas. Não apenas nos hospitais, mas em locais como os presídios, providências de isolamento e melhora do sistema de ventilação, bem como tratamento sistemático adequado, diminuem a transmissão da doença. Esse, é apenas um dos métodos que podem ser utilizados no controle da tuberculose. O Conselho Nacional de Saúde destacou a tuberculose como um problema prioritário de saúde no Brasil, e estabeleceu uma série de medidas para seu controle, desde 06 de agosto de 1988, quando foi criado o Plano Nacional de Controle da Tuberculose que prevê: (http://www.saude.pr.gov.br/Projetos_estrategicos/Saude_idoso/tuberculose.htm)· Unidade de orientação expressa numa condução central harmonizada com a participação efetiva dos Estados e Municípios compatibilizando-se a descentralização necessária e a integração nos Serviços de Saúde, com o exercício de funções nacionais indispensáveis à eficácia do Programa; · Manual de Normas para o Controle da Tuberculose. Esse Manual tem abrangência nacional e encontra-se à disposição dos interessados; · Sistema de registros e notificação de casos; · Rede de laboratórios com controle regular da qualidade e outros serviços para diagnóstico; · Tratamento supervisionado; · Suprimento regular de medicamentos · Plano de supervisão; · Programa de treinamento cobrindo aspectos da vigilância; · Responsabilidades específicas dos três níveis político- administrativos e sua complementaridade; · Plano de implementação de atividades – detalhes do orçamento; · Custos e fonte de recursos.
Medidas que visam o controle da tuberculose, contribuem para uma maior sobrevida dos pacientes aidéticos, por ser esta, uma das doenças associadas mais freqüentes, sendo mesmo, uma das manifestações da AIDS, e que portanto deve ser diagnosticada e tratada de forma eficiente.
Bibliografia:
Cissa de Oliveira
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16.06.2003